A Galp tem de ser nacionalizada

A Galp investe no que der mais lucro; depois, na sua Assembleia Geral Anual, em plena crise, quer distribuir dividendos no valor de 315 milhões aos seus accionistas. Ao mesmo tempo, na refinaria de Sines despede dezenas de trabalhadores precários e unilateralmente aumenta a jornada de trabalho de 8 para 12 horas sem qualquer pagamento de trabalho suplementar, enquanto suspende a actividade da fábrica de combustíveis no complexo industrial de Matosinhos.

A Galp investe no que der mais lucro. Mantém as suas refinarias de petróleo e investe, em plena crise climática, em projectos de gás fóssil.

A Galp investe no que der mais lucro. Sabia que os seus projectos de combustíveis fósseis contribuíam para o caos climático, e continuou a investir durante décadas. É preciso facturarmos os custos do ciclone Idai em Moçambique à Galp. É preciso responsabilizarmos a Galp pelos incêndios florestais na Austrália. A Galp faz parte duma organização internacional criminosa, da indústria petrolífera, que está a destruir o mundo-como-conhecemos. Se não tem meios para pagar a sua dívida ecológica, então talvez tenha vivido acima das suas possibilidades durante muitas décadas, e temos nós de tomar conta desta psicopata.

O que está em causa é a base física e química do planeta. Precisamos duma transição justa e rápida.

Precisamos de democratizar o sector energético e construir um sistema justo em que a energia limpa e sustentável seja um serviço público acessível para todas as pessoas.

O primeiro passo essencial em Portugal na democracia energética é o controlo público da Galp.

A Galp tem de ser nacionalizada, por uma transição justa e rápida e pela democracia energética.

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