O caos climático e a Galp

A Agência Internacional de Energia já tinha avisado em 2011: as infraestruturas de combustíveis fósseis em funcionamento em 2017 já são mais que suficientes para um aquecimento global de 2ºC até 2100. Isto significa que:

1) desde 2017, não pode haver nenhum novo projecto de combustíveis fósseis;

2) se queremos manter-nos num planeta habitável vamos ter de fechar infraestruturas antes do fim dos seus tempos de vida;

3) a Galp e toda a indústria fóssil sabiam isto.

Ou seja, a Galp não só comete crimes contra a humanidade, mas tem conhecimento detalhado sobre os impactos das suas acções (mens rea em Latim de direito).

As concessões de gás fóssil da Galp em Moçambique têm mens rea. Os projectos de exploração de petróleo no mar, na Costa Alentejana e na Zona Oeste, ambos cancelados por causa da contestação popular, tinham mens era. A Galp insiste em novos projectos de combustíveis fósseis porque quis lucrar ao custo dum planeta habitável.

A Galp faz parte duma estrutura criminal mundial e é o representante português principal nela. Faz parte dos consórcios com Exxon, ENI, China National Petroleum Corporation, Petrobras, Shell, Chevron e Total, as multinacionais mais corruptas e destrutivas da história, e tem actividades criminais em 11 países do mundo.

Toda a estrutura organizativa da Galp que a levou até a este ponto tem de ser desmantelada. Todas as infraestruturas destrutivas da Galp têm de ser desmanteladas. E todo o modelo de negócio da Galp baseado no lucro deve ser desmantelado.

A Galp tem de cair.

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