Por uma justiça global, a Galp tem de cair.

Quando os exércitos e burocratas colonialistas saíram dos países do Sul Global, as suas empresas ficaram (em muitos casos, os burocratas também ficaram, agora como accionistas dessas empresas). As empresas ficaram para dar continuidade ao modelo económico extractivista e ao fluxo dos recursos do Sul Global para o Norte Global.

Diz-se que a violência física dos militares foi substituída pela subtil violência económica dos mercados internacionais. Isto está errado. A violência económica continua a ser sustentada pelos exércitos dos novos estados, sistematicamente chantageados pelas empresas multinacionais e instituições globais neoliberais. Em muitos casos, só tem sido possível realizar as operações económicas através da imposição nas populações, acompanhada por uma militarização das zonas afectadas. O exemplo mais simbólico tem ocorrido na Nigéria, com a petrolífera Royal Dutch Shell. A situação é semelhante em Moçambique, com as concessões de que a Galp faz parte. É preciso que fique claro que o outsourcing da violência não faz a dominação desaparecer.

Por uma justiça global e uma verdadeira solidariedade dos povos do mundo, a Galp tem de cair.

Pela justiça climática, é preciso garantir reparações para comunidades e ecossistemas afectados.

A Galp Tem de Cair é, além de outras coisas, uma acção de solidariedade com as comunidades nas linhas da frente da luta contra a crise climática.

No dia 24 de Abril, , junta-te a nós, durante a Assembleia Geral dos Accionistas da Galp.

No dia 22 de Abril, quarta-feira, às 19h00, aparece no Action Briefing para participares na acção.

Para saberes mais e envolveres-te nas preparações, subscreve a newsletter.

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