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Assembleia Aberta – 13/03 em Lisboa

A Galp é o actor principal baseado em Portugal na destruição do planeta e na crise climática.

A Galp tem duas refinarias no top 10 das empresas mais poluidoras em Portugal (Sines e Matosinhos) e teve uma concessão de exploração de petróleo na Costa Alentejana, cancelada em 2019 devido à forte contestação popular.

A Galp tem projectos de combustíveis fósseis em 11 países e quatro continentes, com as multinacionais mais corruptas e destrutivas da história, como Exxon, ENI, China National Petroleum Corporation (CNPC), Petrobras, Shell, Chevron e Total.

A Galp aposta no greenwashing, com um falso discurso de transição energética, vendendo o gás fóssil como verde.

A Galp é um actor principal da política portuguesa, muito mais estável e importante que qualquer instituição estatal ou partido político, com ligações orgânicas a nível internacional, demonstradas várias vezes nos múltiplos casos de portas giratórias e em escândalos como o Galpgate.

A Galp é um símbolo de extractivismo em Portugal, não só em termos ambientais mas também em termos sociais.

A Galp é a continuação do CO2lonialismo português. Em Moçambique, a exploração de gás na província de Cabo Delgado está a expulsar comunidades locais para construção das infraestruturas de apoio às operações no mar, com apoio do exército estatal e de empresas de segurança da Rússia, África do Sul e dos EUA.

A Galp tem de cair.

A Galp não só tem de cair, mas também tem de pagar pela crise climática e pelas violações de direitos humanos que causou ou alimentou.

A economia fóssil tem de cair.

O capitalismo tem de cair.

Nós, os 99% que sofremos com as políticas de máximo lucro em detrimento da vida e bem-estar das pessoas e do planeta, da sobrevivência da Humanidade, somos os únicos que podem deter as grandes empresas que nos conduzem ao abismo. Se não o fizermos, ninguém mais nos irá resgatar da crise climática. Nós somos aqueles de quem estávamos à espera!

 

A Galp tem de cair. Nós podemos parar a Galp. Nós vamos parar a Galp. A Galp VAI cair!

Vamos contestar a Assembleia Geral Anual dos Accionistas 2020, no dia 24 de Abril, na sede da Galp. Para organizarmos esta acção, teremos uma Assembleia Aberta no dia 13 de Março, a seguir à Greve Climática Internacional de Lisboa*, no Jardim Dom Luís (ao lado do mercado da Ribeira, no Cais do Sodré, Lisboa), pelas 19h. Vem planear a queda da Galp connosco!


*A Greve Climática de 13 de Março foi cancelada, mas a Assembleia Aberta mantém-se.

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